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Cage the Elephant será recordista em 3º vez no Lolla SP: 'Temos o espírito do festival'

Publicada em 08/03/17 as 10:33h por - OndaMix FM - 169 visualizações

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 (Foto: - OndaMix FM)

Alguém tem que falar sobre o elefante no meio do Lolla. A conversa é delicada, já que a questão não é a banda em si. Eles têm um show enérgico e levaram o último Grammy de disco de rock. Mas é estranho o fato de o Cage The Elephant garantir seu 3º Lollapalooza em SP, mais do que qualquer outra banda, inclusive brasileira, em seis edições. Por que eles viraram campeões do festival?

O guitarrista Brad Shultz, irmão do vocalista Matt, não sabe explicar. Eles não são melhores amigos de Perry Farrell [criador do festival], ou coisa assim. O mérito é da curadoria, ele diz, sem falsa modéstia. "Queremos nos conectar com as pessoas em todos os lugares. O Brasil é um dos nossos lugares favoritos", elogia. Não é só papinho: o país realmente marcou a história da banda.

Quando vieram pela primeira vez, em 2012, a imagem de favelas brasileiras inspirou a composição do maior sucesso deles, "Come a little closer". Brad já tinha contado a história ao voltar em 2014. Agora, chegam com a moral ainda mais alta. O disco "Tell me I'm pretty" (2015) venceu em fevereiro o Grammy de melhor disco de rock. Veja a conversa com o guitarrista do Cage The Elephant abaixo:

G1 - Vocês vão tocar no festival pela 3º vez. Nenhuma outra banda, nem brasileira, tocou tanto. O Perry Farrell deve ser muito fã de vocês, certo?

Brad Shultz - É ótimo voltar, amamos o Brasil. Começamos a escrever "Come a little closer" aí. Encontrei o Perry Farrell pessoalmente algumas vezes, é um cara muito inspirador e criativo. Mas você vai ter que perguntar para ele [risos].

G1 - Talvez seja porque vocês tenham muito a ver com o evento, uma banda de rock alternativo enérgica. Acha que isso te conecta ao festival?

Brad Shultz - Eu acho que os curadores do Lollapalooza são muito bons em achar bandas que carreguam este espírito do festival. Então nossa escolha só reafirma esse trabalho deles. Da nossa parte, só tentamos tocar com a mesma dedicação em qualquer lugar. Queremos nos conectar com as pessoas em todos os lugares. E temos muita sorte de tocar em todo o mundo. O Brasil é um dos nossos lugares favoritos, temos uma forte ligação com os fãs aí.

Cage  the Elephant no Lollapalooza 2012 (Foto: Raul Zito/G1) Cage  the Elephant no Lollapalooza 2012 (Foto: Raul Zito/G1)

Cage the Elephant no Lollapalooza 2012 (Foto: Raul Zito/G1)

G1 - São Paulo parece mesmo um lugar especial para vocês, ainda mais depois de 'Come a little closer'. Quando voltaram em 2014, depois de fazer a música, viram a mesma paisagem que inspirou?

Brad Shultz - Todas as vezes tentamos andar pela cidade, mas em 2015 acho que não ficamos no mesmo hotel. De todo jeito, é ótimo viver um pouco da cidade.

G1 - Se a vista do hotel for diferente de novo, talvez façam então uma nova música?

Brad Shultz - Sim! Se for tão bem quanto "Come a little closer", está de bom tamanho (risos).

G1 - Este novo disco é mais simples, com músicas gravadas em um take só. Foi surpreendente ganhar o Grammy justo com ele?

Brad Shultz - Não acho que este disco seja tão simples. Nós testamos muitos instrumentos, muitos sons e texturas diferentes, experimentamos bastante. Acho que fomos mais seletivos nos arranjos, podamos algumas partes desnecessárias. Neste sentido dá para dizer que ele é simples. Mas acho que sonoramente ele é superior. Foi uma honra ser indicado ao Grammy. E mais ainda ganhar. Foi uma afirmação do nosso projeto para este disco.

G1 - Vocês toparam de cara a proposta do Dan [Auerbach, guitarrista do Black Keys e produtor de 'Tell me I'm pretty'] de gravar dessa maneira mais direta? Ou hesitaram?

Brad Shultz - Acho que todos nós sentimos que devíamos fazer assim. Mas o primeiro take geralmente é o melhor de qualquer jeito. Apenas procuramos pelo que seja mais honesto, e que vai fazer você sentir algo.

G1 - Ouvindo algumas música, pareciam que eram faixas perdidas dos Rolling Stones ou dos Kinks dos anos 60. Era a intenção de vocês?

Brad Shultz - Não foi algo intencional. Só crescemos com essas referências. E isso entrou no DNA das nossas composições. Mas o rock é assim. Os Rolling Stones são super influenciados por Chuck Berry. Faziam até cover. Mas tocavam Chuck Berry do jeito deles. Não estamos tentando imitar coisas específicas. Só queremos que nossa música tenha vida. Como curtimos várias bandas, isso nos ajuda a ser quem somos. Acho que nosso som reflete isso.

Cage the Elephant no Lollapalooza 2012 (Foto: Raul Zito/G1) Cage the Elephant no Lollapalooza 2012 (Foto: Raul Zito/G1)

Cage the Elephant no Lollapalooza 2012 (Foto: Raul Zito/G1)

G1 - Vocês são do Kentucky, e sei que são de uma família humilde. Lá as pessoas votaram massivamente no Donald Trump. Pensando nessa sua origem, você consegue entender melhor este voto, ou acham, como a maioria dos artistas, que foi uma loucura?

Brad Shultz - Hoje nós moramos em Nashville, Tennessee. Mas sei que há muitas boas pessoas que votaram no Trump. As pessoas estão muito divididas agora. Mas a parte boa é que, a partir dessa disputa, as pessoas estão se juntando e reagindo a todos esses acontecimentos negativos. Muita gente não quer mais ficar sentado vendo tudo acontecer. As pessoas estão reagindo. Não quero ficar falando desse cara e dando mais espaço para ele (risos). Quero falar é das pessoas que estão reagindo, levantando a voz, e que me deixam orgulhoso.

G1 - E como foi ter crescido no lugar onde aconteceu o maior falso massacre dos EUA, Bowling Green [uma assessora do presidente citou um 'massacre' terrorista inexistente na cidade em que eles foram criados] ?

Brad Shultz - É, eu cresci lá, mas não sei porque esse massacre passou batido por mim. Não vi nada (risos). Alguns amigos meus até participaram de uma ação que arrecadarou doações para as "vítimas". (Aproveitando a gafe da assessora de Trump, uma campanha de brincadeira pediu recursos para a "tragédia", que na verdade foram para a ACLU, organização de defesa dos direitos civis nos EUA - veja o site). É disso que eu estou falando: as pessoas que estão usando o que acontece para o bem.

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