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8 de março: Dia Internacional da Mulher - Legislativo garcense conta com três mulheres

Publicada em 08/03/17 as 10:41h por - OndaMix FM - 177 visualizações

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 (Foto: - OndaMix FM)

E hoje, quando a História lembra os 85 anos em que a mulher brasileira conquistou o direito do voto (uma conquista ainda nova), Garça tem em sua 19.ª Legislatura uma das Câmaras mais femininas de sua trajetória. De uma bancada de 13 vereadores, 23,53% são ocupados, como bem disse Rita Lee, "pelo bicho esquisito". Ainda é pouco, mas nem sempre a força e a importância se medem pela quantidade.

Deyse Serapião, Janete Conessa e Patrícia Morato Marangão são as vereadoras garcenses e, mais que atuar no legislativo, representam, de forma mais evidente, a presença da mulher na política da cidade. Em comum, fora a desmistificação de que mulher é o sexo frágil, as três, como milhares de mulheres pelo mundo afora, são esposas, mães, mulheres, donas de casa. As três, cada uma em seu contexto, viveram a política em suas diferentes formas. As três sabem dos desafios, reconhecem as dificuldades, têm as expectativas e, mais uma vez lembrando Rita Lee, "tem as duas faces de Eva. A bela e a Fera".



"Sempre fui apaixonada pela política"

Independente, sempre colocando seus posicionamentos, retrocedendo quando necessário e avançando quando preciso, Patrícia Morato Marangão, hoje filiada ao PMDB, afirma que sempre foi apaixonada por política. Em casa teve um espelho, uma história e um conselho. Filha do empresário e ex-vice-prefeito Antônio Marangão, Patrícia cresceu vendo o envolvimento de seu pai com a política, cresceu acompanhando comícios, vendo as reuniões, conhecendo os bastidores.



A menina se tornou empresária, radialista, advogada, mas a vocação do pai foi por ela assimilada, embora não fosse esse o desejo paterno.

"Eu sempre fui apaixonda, mas o meu pai não queria que eu entrasse para esse meio. Ele me dizia que seria muito difícil", lembra ela.

Sua trajetória mostra que os conselhos do pai foram ouvidos, mas não seguidos. Cada um tem que construir a sua história, e a de Patrícia parecia estar ligada à política.

Em seu terceiro mandato, Patrícia Marangão foi presidente da Casa em 2009 e 2010, e sempre se posicionando frente àquilo em que acredita, a vereadora enfrentou no ano passado, um pedido de cassação de mandato, por ter trocado de partido.

O que disse na época, sobre os motivos que a levaram a se desvincular do PSDB traduzem um pouco do que é a vereadora: "Não tenho sangue de barata". (Por isso não provoque. É cor-de-rosa choque).

Mais que uma paixão e um sentido de obrigação, a política trouxe para Patrícia Morato Marangão, aprendizado. "Na minha vida tive a oportunidade de conhecer as pessoas, de ver o que acontece com elas diante do poder", falou ela.

Com todo seu engajamento e representando bem mais que os quase 700 votos recebidos no último pleito, a vereadora diz que traz para a Câmara o anseio de muitas mulheres e acredita que a representação feminina poderia ser maior na cidade. "Nós temos em Garça mais eleitores mulheres e tivemos várias candidatas, mas ainda é uma incógnita não saber por que o número de mulheres eleitas ainda é pequeno", comentou.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que no pleito de 2016, Garça contou com 18.432 eleitores mulheres e 16.695 homens. Esse eleitorado tinha à sua escolha para o legislativo, 213 candidatos, sendo 148 homens e 65 mulheres. Três foram eleitas.

Mas ainda assim, Patrícia Morato Marangão lembra que a mulher tem muito o que comemorar. "De tudo que eu já vivenciei, dos mandatos que tive, muita coisa já melhorou. Se tem uma diferença, mesmo que velada, entre o vereador homem e a mulher? Sinto que tem, mas isso não me incomoda. Tenho orgulho em representar a mulher, e mais, orgulho em poder representar a população, a comunidade", finaliza a vereadora.



"A mulher tem tudo para comemorar"

O magistério foi uma paixão que caminhou com Janete Conessa por anos a fio. Nas salas de aula ela aprendia e ensinava, enquanto que em casa, na rotina diária de uma dona de casa, esposa e mãe, ela também assumia outro papel. Era nora e foi esposa de vereador. A política batia à sua porta e, por tabela, ela dividia com o marido e com o sogro algumas experiências partidárias. Não há como ficar isenta.

Antônio Conessa e Luiz Conessa fizeram com que a professora se apaixonasse pela política e assim foi que, em 2016, depois de conversar com toda a família e já aposentada, Janete Conessa decidiu enfrentar uma disputa eleitoral. Como disse Gonzaguinha "... a atitude de recomeçar é todo dia toda hora. É se respeitar na sua força e fé".

O convívio com a política no ambiente familiar poderia lhe ser uma chave para ingressar no meio sem ter dificuldades. Não é. Não foi. Cada passo é galgado nos seus porquês. Na sua história. As diferenças? "Sinceramente não estou tendo dificuldades. É ainda um universo masculino, mas...", disse ela sem completar a frase.

Janete Conessa, logo em sua primeira disputa pelo DEM, conquistou 485 votos e faz lembrar o que cantou Paula Fernandes "Seja como você for, o que importa é ser você. Chegou a hora, sua vez. Especial, você brilhou. O palco é seu, faça seu show". E ela vem fazendo. A cada sessão mostra um pouco de sua face e, independente do universo que a cerca, não se intimida.

Janete lembra que a política não mudou e, somado a isso, ela traz a história de um trabalho realizado junto ao Lions Clube de Garça. Um trabalho moldado pela política, mas aquela que se junta para ajudar a comunidade.

"O Lions é minha mola propulsora. Lá desenvolvemos vários trabalhos, atuamos junto à APAE, à Escola de Cultura, à Patrulha Juvenil de Garça. Temos uma história e uma atuação de companheirismo. É uma política que pensa na comunidade, que pensa em ajudar sempre mais", frisou ela.

É querendo levar esta política para a Casa de Leis é que Janete Conessa lembra um trecho da música de Gonzaga Júnior: "Eu sou uma mulher. Uma parte comum. De um jogo qualquer. Pra perder ou ganhar".

Mas ela vem ganhando, e hoje, quando o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, Janete Conessa disse que há muito o que comemorar. "Tenho tudo para comemorar. Família, amigos, fé. Sou devota de Nossa Senhora Aparecida. Tenho tudo para comemorar", frisou ela.

E claro que Janete Conessa tem uma mensagem para as mulheres:

"A mulher tem que ser mais. Sempre mais. As mulheres são mais ativas, cada uma dentro da sua atuação e tem que ser respeitada naquilo que acredita e defende", finalizou ela.

Janete sintetiza o que disseram Teodoro e Sampaio: "A mulher enfrenta o frio. Enfrenta a chuva. Enfrenta o sol. A mulher tá na política, rodeio e futebol. A mulher já está mandando e não é mentira minha. Não adianta ser machão igual um galo de rinha".



"Ainda estou aprendendo. Conhecia uma política voltada para o bem comum"

De jeito calmo, centrada no ouvir e reconhecendo que está na fase do aprendizado, a vereadora Deyse Serapião debutou na política partidária pelo PRB em 2012. Os 353 votos conquistados não lhe garantiram uma cadeira na Câmara, mas o fato não a levou à desistência. O trabalho continuaria, e em 2016, agora pelo PTN (PODEMOS), 358 votos levaram a garcense a ocupar um lugar na Casa de Leis garcense. Um novo enredo apontava em sua história, mas o engajamento político não começou nas disputas partidárias.

Tudo, segundo ela, começou em casa, vendo o trabalho realizado pelos pais João e Neusa Serapião, que foram vereadores na cidade. "Eu tive muita influência. Meu pai e minha mãe são meus exemplos, mas eu tive o conhecimento de uma política diferente, familiar, voltada para o bem comum, para o bem da comunidade", disse ela.

Deyse fala sobre atuação em projetos sociais, em vivenciar a realidade daqueles que precisam de apoio, amparo e orientação.

E, indo na contramão de algo que dizem ser "coisa de mulher", Deyse lembra que seu trabalho não é aparecer em fotos. "Meu trabalho é ver as crianças sendo tiradas de situação de risco. É ver as famílias sendo socorridas em suas necessidades. É tentar garantir o mínimo, de forma que todos tenham dignidade", frisou ela.

E de forma tranquila, salientando a mentira absurda cantada por Erasmo Carlos, é fácil perceber que Deyse está longe do sexo frágil. Traz em sua rotina uma força, que como disse Milton Nascimento, "uma força que nos alerta". "Eu primeiro preciso mostrar meu trabalho, fazer as coisas para depois sair em fotografias", diz ela.

E mais uma vez, reconhecendo que a trajetória está no seu começo, a vereadora, que tem envolvimento nos clubes de serviço, que é atuante frente ao Rotaract, ao grupo de jovens, ao clube rotário, diz que precisa adquirir mais conhecimento para ocupar a tribuna.

"A gente vai aprendendo. Confesso que ainda me sinto insegura em usar a tribuna, mas isso é algo que vai fluindo aos poucos, a gente vai aprendendo, vai ganhando conhecimento, vai se inteirando da rotina e vai se soltando mais. O que sei é que não há mudança sem atitude", disse ela ao avaliar seus primeiros passos na Casa Legislativa.

Deyse disse que a escolha pela política partidária, pela disputa de uma cadeira, também foi embasada na possibilidade de ter em mãos mais uma ferramenta para "brigar" pela política familiar que sempre conheceu e vivenciou.

A vaidade e a disputa de egos ainda a assustam, mas, como cantou Elba Ramalho, "quem vê por fora, não vai ver por dentro o que ela é".

E ela é mãe, esposa, filha, dona de casa, bióloga, rotariana. "De domingo a gente arruma tempo para o marido, para os filhos, para os projetos. O fato é que só tenho que agradecer à minha família, à minha mãe, à irmã, a todos", fala ela.

E assim, no final da conversa, as águas de março, não trouxeram o fim da canseira, mas marejaram os olhos da vereadora. Ela lembrou uma história do pai. "Quando meu pai faleceu (em 2014) várias pessoas vieram me cumprimentar e falaram o quanto ele havia ajudado elas. Pessoas que eu não conhecia. Muitas vieram me confessar que meu pai havia comprado vários terrenos no cemitério para que seus entes queridos não corressem o risco de serem desenterrados um dia. Uma coisa que eu não sabia sobre ele. No meu primeiro dia de mandato, fui procurada por algumas pessoas para comprar um terreno no cemitério para enterrar uma criança", falou ela, salientado o legado do pai.

E diferente do que cantou Elis Regina, é pau, é pedra, mas não é o fim do caminho. Tirando as águas de março do rosto, Deyse disse que pretende continuar com seu aprendizado e com a premissa de fazer o bem, sem olhar a quem e sem esperar nada em troca.

E "dizem que a mulher é o sexo frágil. Mas que mentira absurda". 






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