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Vereador propõe moção de repúdio contra prefeito

Publicada em 09/03/17 as 10:16h por - OndaMix FM - 213 visualizações

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 (Foto: - OndaMix FM)

Vereador disse ter se sentido excluído

Com 21 requerimentos, 9 indicações, dois projetos a serem apresentados, dois projetos para serem deliberados, em quase quatro horas de sessão ordinária na última segunda-feira, 6, cerca de uma hora foi dedicada à discussão de uma moção apresentada pelos vereadores Fábio Polisinani (PSD) e Patrícia Morato Marangão (PMDB). A moção, contra o prefeito João Carlos dos Santos (DEM), era de repúdio sobre o fato de alguns vereadores não serem convidados a participar de reuniões promovidas pelo Executivo. Cerca de uma hora depois de apresentada, e muita discussão (algumas mais acirradas), a moção foi rejeitada.

Independente de aceita ou não, a moção trouxe à tona uma situação que vem trazendo discussões em redes sociais, em conversas mais particulares e dividindo opiniões.

"O motivo de eu ter assinado a moção é que as reuniões importantes têm sido feitas apenas com a base. Nós precisamos do prefeito e ele precisa de nós. Recebi na eleição 499 votos. São famílias que acreditaram na minha pessoa. No dia 2 de janeiro estive com o prefeito João Carlos que me convidou para uma reunião no Iapen, e ele disse que a eleição tinha acabado. Não é o que parece. Vou fazer de tudo para que a administração vá bem, com respeito aos amigos, ao prefeito. Acho tudo o que está acontecendo um descaso e estou me sentindo excluído, e reclamo o direito de ter acesso", falou Polisinani.

Janete Consessa (DEM) lembrou que quando quer falar com o prefeito, vai até a prefeitura e marca horário, e por isso votaria contra.

Patrícia Marangão explicou que o questionamento não era sobre reuniões normais, mas sim daquelas de interesse da coletividade e que era de suma importância a participação de todos.

Segundo a vereadora, há muitas formas de participar o grupo para que todos compareçam às reuniões, já que, independente de afinações partidárias, todos representam o povo.

"Sobre este assunto, vou falar como vice-presidente desta Casa. É preciso harmonia. Acho justa a reinvindicação externando o que sentem. Se houve mal entendido, é o momento de resolver. Espero que unidos possamos buscar soluções a problemas que afligem a nossa cidade. Está acontecendo divergência momentânea e temos o compromisso de levar um trabalho pautado na dignidade. Não fomos nós que nos colocamos aqui. A municipalidade nos colocou aqui, nos escolheu. Precisamos saber ouvir, saber reivindicar e se respeitar mutualmente. Espero que seja o compromisso de juntos trabalharmos para a comunidade", disse Reginaldo Parente (PTB), cujas palavras foram ao encontro dos ânimos que já estavam alterados.

Para Rafael Frabetti (DEM), os 40 minutos gastos com o assunto (na hora em que ele tomou a palavra) poderiam ter sido utilizados com coisas mais importantes. "Achei que seria diferente. Esse foi conflito gerado de forma desnecessária. A vaidade está motivando toda essa situação. É uma hipocrisia de faltar que tem que chamar todo mundo para a reunião. Traz assunto para gerar conflito desnecessário e a população está percebendo quem está fazendo política e quem está fazendo administração. Não acho legal eles assistirem ao que estão assistindo aqui. Vamos trabalhar", disse ele.

O vereador Paulo André Faneco (PPS) afirmou não se incomodar em ser ou não convidado para reuniões, visto que é comum o chefe do Executivo convidar aqueles que lhe têm empatia. Isso também acontecia na gestão anterior, bem como na gestão do prefeito Cornélio. "Não faço questão de ir onde não me querem. Acho legal o prefeito receber a moção até para se posicionar. Se eu fosse o prefeito, faria minhas escolhas também. Isso é normal", disse o vereador.



"Nunca votei moção de repúdio"

Afirmando nunca ter votado moção de repúdio, o vereador Antônio Franco dos Santos "Bacana" (PSB), disse ser necessário ser político e ter um bom relacionamento. Segundo ele, são apenas três meses de mandato, e mesmo sendo contrário à moção, colocou que são 13 vereadores representando a população e todos têm que discutir os assuntos que referem-se à coletividade.

"Fico triste pela proporção que tomou. Todos aqui têm vez e voz. Todos podem falar, mas é bom ter respeito com o colega. Meu relacionamento com o prefeito é bom. Sou vereador de oposição sadia, uma oposição de ideias. Entendo os vereadores Fábio e Patrícia. A reunião em si não é o grande problema. Vejo o problema na construção de ideias. O prefeito tem 1001 coisas para fazer. Não tenho experiência de mandato, mas tenho boa vontade. O que a população espera de nós? Se eu votasse, seria favorável. É preciso manter o respeito de ambos os lados. É preciso aceitar também algumas coisas. Meu relacionamento está só no começo, mas espero que o prefeito pense nos vereadores de oposição que também podem acrescentar de forma positiva no mandato; mas se o prefeito não quiser, não há como forçar", finalizou o presidente Pedro Santos, mostrando o desgaste que a discussão causou por quase uma hora.

Foram favoráveis à moção os vereadores Fábio Polisinani, Patrícia Marangão, Paulo André Faneco e Reginaldo Parente.






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